domingo, 31 de outubro de 2010

(não)conselhos



Vive a vida, não a fotografes.
Procura respostas em ti mesmo, não em João Bidu
Quando a vida te fizer sentir dor, cura teu coração, mas não uses Mertiolate
Se parecer que tudo está no fim, vive o máximo, não creias no para sempre
Talvez o amor da tua vida não te ame, acalma-te, tudo passa
No dia em que te enjoar de todas as cores, não queiras o escuro, afoga-te no branco, e
[todas as cores te tocarão
Tuas palavras podem te cansar, mas não deixe de dizê-las talvez mudem algo para alguém
Pelo teu rosto lágrimas vão correr, enxuga-as, mas não as desvalorize, são parte de você


E, por fim
Não siga nada que te disse
Por que a mudança deve vir de você.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Nada

Eu quero um algo para escrever, um alguém para amar, eu quero um motivo doce para pulsar. Quero amigos, sonhos, flores. Quero chocolate e chorar pelas dores. Eu quero que o eu sejamos nós, juntos de mãos dadas.
Quero todas as linhas,
Sem versos,
Quero contínuo. Ventania. Até confusão.
Qualquer coisa não-nula, qualquer diferença, diferente de nada.
Sejamos músicas, todos os dós, todos os tons, todas as cores.
Sinestésicos, sensacionais, gritantes, sazonais.
Brilhantes, desconectados, ligações covalentes e iônicas.
E quero acima de tudo ser o mundo, ser Humano.

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Seus cacos
Vidrados em meus olhos.
Minhas inseguranças
Seus medos
Seus sonhos
Segredos.

Dor é
Não ter,
Ser.

Somos o que?
A dúvida
O desejo?
A falta ferida.

Coração aberto
Todo embolado
Cheio de aperto
Fechado.

sábado, 6 de março de 2010

Servidão


A submissão é mais fácil que a rebeldia
Mas a consequência da covardia
Do ato, é a dependência,
Disfarçada de benevolência,
Essa dependência vem mesmo que tardia.

Não queremos teatro
Não queremos manifestações
Queremos resolvido nosso trato
Devolvidas nossas orações.
Eles nos dão barulho, queremos canções
Deixaram-nos fartos
Iremos embora sem emoções.

sábado, 24 de outubro de 2009

O fim



A morte me rodeia,
Como um urubu atrás, atrás de carniça.
Carniça, do meu coração estraçalhado,
Depois de você, tê-lo despedaçado
E me deixado chorando, sozinha.

Perdi os sonhos,
Deixaram-me nua,
Meu sonho era apenas e somente,
Ser Tua só tua.
Deixou-me só na calçada,
Implorando como mendiga, seu sorriso,
Pra eu guardar, calada.
Como ultimo pedido
A companhia da sua boca, em meus olhos sós

É só mais uma vez aquela garota,
Aquela sofredora,
Buscando coisas pequenas e impossíveis
Só me dê eu sorriso,
Aquele com o qual sonhei a noite.
E deixe-me só sofrendo,
Que quem sabe Deus tenha piedade de mim,
E deixe a morte que me rodeia
Pra sempre tirar-me daqui.