sábado, 23 de abril de 2011

Redescobrindo


E foi desejando ser você
Que eu encontrei a mim.
Numa dessas páginas meio viradas, rasgadas,
Fui procurando as palavras,
e defini tudo,
Sem nada,
Só pra me confundir.

Foi no meio de tantas paixões,
Que me apaixonei pelo mundo,
E por todas as coisas,
No meio delas eu me perdi,
Suspiros,
Coloridos e tão doces.

Querendo abraçar o mundo,
Abracei meu próprio corpo,
Descobrindo na solidão,
Uma grande amiga.

Querendo sentir tudo,
Achei na simplicidade
de novo,
o maior amor,
a amizade.

domingo, 13 de março de 2011

Eu, recomeço.

mais Clarice, menos Cecília,
mais amor,
menos arrependimento,
mais brilho,

um conjunto de teias
que não faz sentido,
mas que constrói, recomeça, desfaz,

menos sentido,
mais sensações.
e que não haja medo,
pois o que é novo assusta
mas também apaixona.

Máquina doTempo


Talvez antes tudo fosse melhor
mas as coisas só estão como são por ser agora e como é
“o bater de asas de uma borboleta...”
eu estaria com um emprego bom
vestindo calças cintura-alta
passando um batom rosa-vermelho
cantando Cyndi Lauper a plenos pulmões
teria um pôster no meu quarto dos menudos...
e tudo faria mais sentido na simplicidade,
e não na bagunça do meu pensamento.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Blablablá e etecétera



Agonizante
Reticente
Arquejante
Indecente.

Subentendido
Apaixonante
Enganador
Redundante.

Três
pontos
unidos,

seguidos
indecisos.

Um suspiro,
um algo mais,
uma flor soterrada,
um barco a espera no cais.

Valendo um brilho nos olhos,
Eles se unem
Todos tão encantadores
tão redondos e tão escuros.

um ponto, dois, três, adstritos,
dão uma paixão ao que é claro,
asas a imaginação,
ou apenas: nada.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Identificação

“Tinham percebido que havia muitas pessoas no mundo”. Vidas Secas – Graciliano Ramos



Perco olhos ao redor
olhos multicoloridos
encrustados em coisas tão monocromáticas, paradas
cores todas tão vazias
sofridas
brilhantes,
brilhando de dor,
de dor ao redor,
ao redor das lágrimas.

tintilar,
urras
vivas,
o mesmo brilho nos olhos,
vazios,
acompanhados de sorrisos que cintilam,
vazios.

e de novo,
procure resposta
e nada
assim que se firmam todos,
juntos e de novo nada.

o que são?
grupo?
só.
nada.

Melhor Fabianos, Sinhas Vitórias aos montes,
aonde somos nós, e somos nada,
somos um
e não todos,
não há grupo que exista,
só existe o Eu
e nada mais.